Ariane Feijó, Author at Otimifica
Marketing de Permissão: a essência do Inbound Marketing

Marketing de Permissão: a essência do Inbound Marketing

O termo Inbound Marketing foi utilizado pela primeira vez em 2005 pelo CEO da empresa HubSpot, Brian Halligan. Entretanto, o conceito do que viria ser o Inbound Marketing parte da ideia de marketing de permissão, termo cunhado pelo escritor Seth Godin, ainda no final da década de 1990.

Um contraponto ao marketing de interrupção

 

À época, o autor já via problemas no que ele chamou de marketing de interrupção, ou o marketing tal como conhecemos normalmente: comerciais de TV e rádio, anúncios em revistas e jornais, além de outdoors e outras formas de publicidade.

Esse modelo de marketing é intrusivo e pouco desejado pelos consumidores, já que ele interrompe alguma ação do espectador (ou leitor), bombardeando-o para mostrar um anúncio que muitas vezes pouco interessa. À medida que o consumidor passa a ter cada vez mais opções para se distanciar dessas medidas do Marketing de Interrupção, seja através de diferentes mídias e pulverização de audiências, mais essa abordagem, segundo o autor, perde eficácia para marcas e anunciantes.

Godin, ainda nos anos 1990, percebeu que a escassez de tempo do dia a dia das pessoas seria cada vez maior, o que faria dele – o tempo – um ativo importantíssimo a ser disputado por quem quer chamar atenção dos consumidores. Para o autor:

O Marketing de Interrupção é o inimigo de todo aquele que esteja tentando economizar tempo. Ao interromper constantemente o que estamos fazendo em um determinado momento, o profissional de marketing não apenas tende a fracassar na venda do seu produto, como também nos faz desperdiçar a mercadoria a qual mais ansiamos, o tempo. (GODIN, 2000)

Criou-se, assim, uma dicotomia entre os profissionais de marketing e os consumidores. Enquanto os profissionais investiam cada vez mais dinheiro em diferentes canais para perseguir o consumidor, o público passou a evadir-se dessas mensagens publicitários a todo custo.

Mas o que é o marketing de permissão?

 

Neste contexto, Godin (2000, p. 39) delimitou e definiu o que seria o marketing de permissão; para o autor, essa modalidade estimula os consumidores a participar de uma campanha de marketing de longo prazo e interativa – em que eles são de alguma forma recompensados por prestar atenção a mensagens cada vez mais relevantes -, e possui três características principais:

  1. Antecipado – as pessoas esperam que você as procure
  2. Pessoal – as mensagens são diretamente relacionadas com cada pessoa
  3. Relevante – tem de dizer algo em que o consumidor potencial está interessado

Uma campanha focada no marketing de permissão estimula os consumidores a participar de uma campanha de longo prazo com constante interação, em que eles são de alguma forma recompensados por prestar atenção a mensagens cada vez mais relevantes.

O autor elenca possíveis recompensas, como brindes, informação, entretenimento e sorteios. Esse é um ponto fundamental, já que sem o “sim” do consumidor, o marketing de permissão não seria atraente para o principal interessado: seu público-alvo. Tudo feito de forma transparente e às claras para o consumidor. A intenção de uma campanha de Inbound Marketing é transformar estranhos em amigos e amigos em clientes.

Com a permissão dos clientes, cada vez mais dados podem ser coletados, fazendo com que as empresas ganhem inteligência sobre o comportamento e as melhores práticas comunicacionais para se relacionar com os seus públicos.

Os 5 passos essenciais do marketing de permissão

 

O autor elenca cinco passos principais para atingir sucesso em uma campanha de marketing de permissão (GODIN, 2000, p. 43; p. 137-138) – os quais, somados à lógica da internet, podem ser assim definidos:

1) Ofereça ao consumidor potencial um incentivo para que se ofereça voluntariamente – Na internet, os profissionais de marketing podem usar banners promocionais para interromper de maneira cortês os consumidores e oferecer-lhes a oportunidade de dar a opção positiva para um programa de marketing.

2) Aproveite a atenção oferecida pelo consumidor potencial e ofereça-se para ensiná-lo sobre seu produto ou serviço – depois de um consumidor ter feito a opção positiva, o profissional de marketing usa o e-mail para lembrar o consumidor potencial de voltar ao site da internet. Os profissionais de marketing usam o e-mail para mostrar ao consumidor os benefícios de seus produtos.

3) Reforce o incentivo para ter certeza de que o consumidor potencial manterá a permissão – como há uma infraestrutura de comunicação grátis via internet, o intrínseco diálogo de duas vias que se estabelece permite que o profissional de marketing verifique se o consumidor está prestando atenção. Ao estimular uma reação, é fácil determinar quem está envolvido na campanha e, mais fácil ainda, aumentar a recompensa aos consumidores, para mantê-los interessados.

4) Ofereça incentivos adicionais para conseguir ainda mais a permissão do consumidor – ao usar o poder dos computadores, o profissional de marketing pode individualizar campanhas para uma plateia de uma só pessoa. Dessa forma, pode haver uma recompensa direta ao consumidor, que o incentive a participar, e também uma recompensa progressiva.

5) Com o tempo, use a permissão como alavanca para o mudar o comportamento do consumidor rumo ao lucro – Quanto vale uma relação de e-mails de usuários cem por cento leais e que tenham feito a opção positiva? Uma listagem inteiramente personalizada de centenas de milhares ou de milhões de pessoas que querem e esperam notícias suas sobre algum tópico pessoal e relevante relacionado a compras? Em muitos casos esse pode ser o bem mais valioso da empresa

 

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Os 5 níveis fundamentais de permissão

 

Godin (2000) prega que existem cinco níveis de permissão dados pelos clientes às marcas, sendo eles:

1) Nível circunstancial – aquele em que as informações pessoais são autorizadas por curtos períodos de tempo ou em ocasiões específicas;

2) Nível de confiança na marca – o cliente já conhece a marca e a tem em seu rol de fidelização;

3) Nível de relacionamento pessoal – nível intermediário de permissão, no qual já existe uma ligação entre a marca e o cliente, mas não há total plenitude;

4) Nível de permissão por pontos – uma tática de fidelização que oferece uma “troca” por algum tipo de remuneração, produto ou brinde; e

5) Nível intravenoso – maior nível de permissão, o cliente confia plenamente na marca.

Mais do que uma mudança técnica, uma mudança de mentalidade

 

Para uma campanha de sucesso, defende Godin, é necessário ter paciência por parte dos profissionais de marketing e das marcas. O processo é mais demorado e, digamos, orgânico. Os profissionais precisam ter em mente que uma campanha de marketing de permissão precisa de uma infraestrutura e tempo para maturar em bons resultados. É necessária uma mudança de mentalidade por parte do profissional de marketing. Segundo Godin:

O profissional do marketing de permissão trabalha para mudar seu foco: em vez de querer encontrar o maior número de clientes potenciais, ele quer converter o maior número de clientes potenciais em clientes. Depois ele quer intensificar a permissão em base constante. (GODIN, 2000)

Leia também:  Mentalidade digital X Transformação digital: qual a diferença?

É necessário chamar atenção do leitor nestes dois pontos tocados aqui por Godin: a necessidade de mais tempo até resultados serem atingidos; e a mentalidade do profissional que deve deixar de ser encontrar potenciais clientes a todo custo, e sim encontrar os potenciais clientes certos e transformá-los em clientes da marca.

Por fim, podemos dizer que o marketing de permissão e consequentemente o Inbound Marketing é uma modalidade que busca estabelecer uma relação com os clientes e, através das informações cedidas, analisar e converter os dados disponíveis em possibilidades de comunicação assertivas para fidelizar clientes.

Agora que você já sabe o que é marketing de permissão e Inbound Marketing, descubra o que é o Inbound PR e entenda como conectar objetivos de negócio com Relações Públicas, marketing e vendas sincronizando as quatro mídias.

 

Este conteúdo foi escrito originalmente pela Relações Públicas Thais Gonçalves, colaboradora do Blog RP e Assistente de Assuntos Internacionais da PUCRS.

Estratégias de marketing: o que acontece quando você confunde com táticas?

Estratégias de marketing: o que acontece quando você confunde com táticas?

Estratégias de marketing: sabia que confundir com táticas faz você perder dinheiro?

Estratégias de marketing: uma daquelas expressões jogadas ao vento o tempo todo. Quando se trata de marketing e comunicação, parece que tudo é “estratégia”, não é? 

Na verdade, não. Neste texto você vai entender as diferenças entre estratégias e táticas de marketing:

Estratégias de marketing x táticas: qual a diferença?

Estratégias são cruciais para o desenvolver, escalar e criar negócios exponenciais.

Já as táticas, que normalmente são confundidas com estratégias, colocam as empresas em um caminho de investimentos equivocados, oportunidades perdidas e resultados deprimentes.

Confundir estratégias de marketing com táticas é uma das principais razões porque o seu trabalho de marketing digital vai falhar.

O que são estratégias de marketing?

Falar de estratégias de marketing é falar de um roteiro abrangente que começa com os objetivos de negócios e orienta a sua operação de marketing para tornar esses objetivos realidade. Este é um plano construído com base em metodologias que não deve pular etapas.

ESTRATÉGIAS DE MARKETING:

um roteiro abrangente que começa com os objetivos de negócios definidos e orienta as táticas e a operação de marketing para tornar esses objetivos realidade.

 E as táticas, o que são?

As táticas de marketing são os canais por onde a sua campanha vai circular. Ferramentas, plataformas, técnicas e assim por diante.

Para ter clareza do seu plano tático, você precisa conhecer muito bem as suas personas, o contexto onde elas estão inseridas e a forma como vai comunicar. Além disso, você precisa acompanhar os resultados do seu trabalho ao longo do caminho através de métricas e indicadores.

TÁTICA DE MARKETING É…

os caminhos que as suas ações vão percorrer, através de ferramentas e análises, para gerar o impacto e o resultado esperado na estratégia de marketing.

Uma dica: canvas da comunicação para definir táticas.

Uma ótima ferramenta para auxiliar você a desenvolver o plano tático é o  Canvas da Comunicação que desenvolvemos aqui na Otimifica. Ele ajuda a ter clareza do direcionamento tático das suas estratégias de marketing e comunicação. Baixe aqui!

canvas de comunicação

Por que as pessoas confundem estratégias de marketing com táticas?

Em algum momento da última década, com o influxo de novas tecnologias, plataformas de redes sociais e canais on-line, o marketing se tornou cada vez mais focado e apaixonado por táticas.

Uma das razões para isso acontecer tanto é pelo impacto do “faça você mesmo” nas redes sociais e da simplificação dos processos de criação de conteúdo e anúncios na internet e em ferramentas como o Facebook.

Só que Facebook não é uma estratégia.

O Facebook é uma ferramenta que possibilita que as empresas se comuniquem e engajem mais facilmente com seu público de interesse. Porém, ele não representa uma estratégia completa. Ele é uma tática ou uma sequencia de ações, que deve fazer parte de um todo que precisa estar sincronizado.

Quando você tem clareza do plano tático fica fácil escolher os caminhos onde as suas ações vão seguir: AdWords, redes sociais, blogs, mala direta, email marketing, ebook, landing page — estes são exemplos de táticas.

Peça a alguém ligado a marketing e tecnologia falar sobre o cenário atual e certamente você vai ouvir sobre inbound marketing, growth hacking, crescimento exponencial, mobile marketing, chat bots, Internet das coisas, marketing preditivo, Big Data, realidade virtual, realidade aumentada, etc.

Tudo isso são táticas.

Para algumas empresas, essas táticas apresentam oportunidades e devem ser parte de seu plano. Mas existe um perigo real quando essas coisas são discutidas como se fossem estratégias, porque elas se tornam o ponto de partida para os planos de marketing, enquanto a estratégia real oficial, fica de fora. E isso é exatamente o que está acontecendo em muitas empresas com as quais trabalhamos na Otimifica.

As pessoas gostam de pensar que ao usar a palavra “estratégia” muitas vezes, elas parecerão mais estratégicas – falar em “estratégia” dá um ar de inteligência, não é? Só que apresentar táticas como estratégia desmotiva, pois o resultado não aparece como se gostaria, além de gerar questionamentos sobre a eficácia do trabalho de marketing e sobre a reputação de quem está no comando dele.

Sim, a gama de táticas disponíveis está mudando e são dignas de atenção, estudo e consideração. Mas é importante lembrar que a jornada do cliente tem um princípio básico que não mudou e não mudará ao longo dos séculos: o marketing consiste em empacotar e posicionar as suas soluções de novas maneiras para chegar mais facilmente na frente dos potenciais compradores.

Importante: uma estratégia não é uma lista de táticas. 

Embora as estratégias possam ter uma variedade de formatos, não há estratégia se as táticas não estiverem ligadas a comportamentos e processos documentados.

 Lembre-se que o marketing digital tem base tecnológica e, como tal, precisa de processos claros para funcionar — exatamente como um software.

O que levar em consideração ao desenvolver estratégias de marketing:

Um bom documento de estratégia responderá às perguntas:

  • A quais objetivos de negócio os objetivos de marketing se relacionam?
  • Quem são as suas personas?
  • Quem são seus concorrentes e o que você sabe sobre eles?
  • Com base nisso, quais mensagens, táticas e canais você deve usar?
  • Qual é o plano de ação, cronograma e responsáveis pela execução para maximizar a eficiência de cada tática?
  • Quais são os resultados esperados?
  • Quais métricas e indicadores serão usadas para medir os resultados em relação aos seus objetivos?

Aqui na Otimifica nós trabalhamos da seguinte forma:

  • iniciamos os planejamentos descobrindo o índice de maturidade digital de cada cliente;
  • a seguir, analisamos a reputação digital;
  • seguimos em entrevistas com os clientes para a definição das suas personas;
  • realizamos uma análise competitiva do seu Google Analytics e também de dados existentes na empresa, que informam o seu posicionamento, mensagens e branding e;
  • finalmente, definimos as suas táticas, os mecanismos pelos quais a estratégia é executada.

A principal diferença do INBOUNDPR para o Inbound Marketing, e o que torna as duas metodologias complementares, é conectar o propósito e as pessoas a partir dos objetivos de negócio da organização, para, então, gerar leads.

Embora pareça óbvio, são raras as empresas, ainda, que conseguem ter clareza sobre o impacto de uma correta análise dos objetivos da gestão sobre a criação de objetivos, estratégias, táticas e planos de ação de marketing.

Estude, informe-se e cuidado com o excesso de uso da palavra estratégia!

O marketing está cheio de estrategistas digitais, estrategistas de mídia social, estrategistas de inbound, estrategistas de PPC e estrategistas de publicidade do Facebook. Não faltam cursos sobre estratégias de Redes Sociais, Conteúdo, etc.

Se você tem uma empresa pequena, com recursos preciosos e limitados, não pode dar ao luxo de investir tempo e dinheiro em táticas mal definidas, mascaradas como estratégias. E se você é gerente de marketing de uma grande empresa e ainda confunde uma coisa com a outra, pode ter certeza: a conta vai chegar e a cobrança do resultado do seu trabalho também.

Então, na próxima vez que alguém recomendar uma “estratégia” para o seu negócio, reflita e questione essa palavra. O que torna a proposição realmente estratégica? Como isso ajuda você a alcançar seus objetivos? O investimento exigido para esta estratégia cabe no seu orçamento, é proporcional ao que você já investiu no seu negócio?

Se essas respostas não forem claras, desenvolva o seu negócio, busque benchmarks e questione os caminhos. Nenhuma tática acerta de primeira, mas quando alinhada de fato com a estratégia as chances de desperdício de dinheiro se resumem praticamente a zero.

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Como o marketing digital pode ajudar a indústria a aumentar as vendas?

Como o marketing digital pode ajudar a indústria a aumentar as vendas?

Como o marketing digital pode ajudar a indústria a aumentar as vendas?

As vendas para a indústria diferem das vendas de produtos e serviços de consumo. Se você trabalha neste ramo, sabe que o processo de compra por parte de seus clientes envolve diferentes setores na tomada de decisão: a produção, o controle de qualidade, a engenharia de desenvolvimento e até a direção. Mas como o marketing digital pode influenciar decisões e auxiliar a equipe de vendas a entregar a solução que as empresas realmente precisam, reduzindo assim o tempo e o custo de aquisição de um cliente?

Parte do sucesso do marketing digital na indústria começa no departamento comercial da sua empresa. Seus representantes comerciais precisam conhecer a fundo o processo de decisão de compra do seu cliente e torná-lo mais consultivo, conhecer profundamente com quem ele está conversando, ou seja, conhecer a  persona dele, como costumamos chamar.

O consultor de vendas Ronaldo Soares, especialista em vendas para a indústria, define que vender implica desenvolver 3 tipos de ações:

  1. Descobrir quem precisa do produto que a sua empresa vende;
  2. Informá-lo que tem a solução que procura;
  3. Ajudá-lo a comprar da sua empresa.

O comercial tem que passar a ser um Vendedor Consultor porque o processo de vendas e de comunicação com a persona mudou, assim como as necessidades do consumidor. Lembre-se: mesmo que você venda para outra empresa, quem decide comprar ou não o seu produto, são as pessoas e elas devem ser entendidas para que seja possível apresentar uma proposta de valor, de acordo com os interesses de consumo e de forma que a sua entrega, agregue valor ao negócio do seu cliente.

Ao mudarmos o tradicional enfoque da venda que costuma ser “o que a minha empresa quer vender”, para “o que a minha persona quer consumir”, começamos a entrar no processo de construção de relacionamento baseado em atender o que o cliente precisa e não o que você acha que tem que vender.

Você já deve ter observado que, antes de falar com o vendedor, o seu cliente já está informado, já fez a sua pesquisa no Google buscando por referências e até mesmo fornecedores. Se antigamente o vendedor tinha informação privilegiada do produto, hoje o cliente recorre à internet, websites, redes sociais, fóruns com depoimentos e reclamações para tomar uma decisão melhor embasada.

Por isso, o processo de vendas está mais perto do marketing e na mão do consumidor. É ele quem acaba por direcionar a compra através das indicações a que recorre, do boca a boca, na procura do que é sugerido pelo Google. Não se esqueça: as páginas sugeridas em primeiro lugar pelo Google são aquelas onde o cliente vai querer comprar.

Conheça quem compra da sua empresa

Antes de fazer uma proposta para seu potencial cliente é muito importante conhecê-lo. Comece fazendo uma análise do mercado que ele está inserido, observe produtos, canais de distribuição e processos operacionais mais adequados ao seu negócio. Analise quais os produtos e serviços seu cliente vende.

Agora que você já o conhece, certifique-se de que você também conhece a fundo a sua empresa, o seu mercado e, principalmente seus concorrentes. Uma sugestão é realizar a avaliação global das forças, fraquezas, oportunidades, ameaças (Matriz Swot) e vantagens competitivas da sua empresa para identificar quais os potenciais clientes que você deve atingir, as características e demandas do mercado onde atua. Considere todas as variáveis que o rodeiam (política, econômica, social, tecnológica, etc.).

Ao estudar seus concorrentes faça o mesmo exercício: avalie as estratégias, forças, fraquezas e padrões de reação deles. É neste ponto que você pode identificar os segmentos e escolher o mercado alvo a atingir. Para isso, busque informações sobre o presente e o que se estima para o futuro. Estabeleça objetivos, estratégias e metas claras. A compra é um processo.

Sugestão de leitura: Como descobrir a estratégia dos seus concorrentes na internet?

Use a mentalidade digital para chegar ao consumidor

Sabe como informar o consumidor que tem a solução para as suas necessidades? Como dizer-lhe que tem o produto que ele precisa? Através da comunicação. Desenvolvendo a mentalidade digital na sua empresa e depois passando à transformação. Primeiro entenda como os seus clientes compram, quem toma a decisão, se alguém o influencia e quanto gastam em média em produtos e serviços semelhantes aos seus.

A transformação digital do seu negócio é fundamental para aumentar as vendas. Interaja com o seu segmento de compra e meça resultados. Comece por fazer um diagnóstico de reputação digital para desenvolver a presença da empresa na internet e fora dela, aproximando-se de potenciais clientes que desconhece. Diagnosticar potenciais clientes é o primeiro passo para o sucesso em vendas.

Estruture o funil de vendas da sua empresa definindo e construindo as várias etapas (prospecção, qualificação, apresentação, maturação, negociação, fechamento e pós-venda). A prospecção é uma parte muito importante do processo de vendas, baseie-se em métodos e técnicas para procurar clientes com maior propensão para comprar na sua empresa. O investimento no digital e o desenvolvimento de uma estratégia digital são fundamentais para aumentar as vendas da sua empresa através do Inbound PR: alinhando objetivos de negócio com Relações Públicas, Marketing e vendas.

Saiba mais lendo o texto: 7 Segredos sobre tecnologia, canais de divulgação e marketing digital

 

Marketing e vendas tem de andar de mãos dadas

 

Seja Estratégico

Uma estratégia bem delineada de vendas e representantes comerciais treinados para serem verdadeiros consultores no processo de compra, são fundamentais para o aumento das vendas na sua empresa. É importante que a equipe de vendas construa um relacionamento de proximidade com os clientes, auxiliando-os na descoberta de problemas e oferecendo soluções. Estude o processo de decisão do cliente da sua empresa, lide com as objeções de forma consultiva, prestando apoio na tomada decisão e compreendendo as verdadeiras razões para as suas escolhas. Muitas vezes perdemos uma conta e cliente e nem sabemos o porquê.

Conduza as vendas da sua empresa de forma estratégica. Oriente as vendas e construa valor para o cliente.

Cada um destes grupos de ações implica o desenvolvimento de técnicas e habilidades próprias. Organize a sua equipe para ingressar neste processo com um plano de marketing digital e vendas traçado. O objetivo são:

  • Entender como o mercado vê a sua empresa na internet;
  • Aprender a criar valor para o cliente;
  • Otimizar investimentos de marketing e vendas;
  • Aprimorar e construir melhores estratégias e processos de venda;
  • Reduzir custos e trabalho de marketing e vendas com o uso de tecnologia;
  • Melhorar a análise dos cenários e a tomada de decisões estratégicas para resultados sustentáveis;
  • Potencializar a eficiência comercial da empresa, possibilitando mais qualidade ao elaborar os orçamentos com aumento significativo na taxa de conversão dos negócios;
  • Desenhar a atividade de vendas de forma a ajudar o cliente a descobrir as suas reais necessidades e como a sua empresa pode contribuir no atendimento dessas necessidades, ao invés de simplesmente oferecer produtos e serviços;
  • Entender as diversas possibilidades que o marketing digital proporciona e ter condições de definir a mais apropriada para o seu negócio, com menor custo e maior impacto em venda;
  • Implantar o processo de Vendas Consultivas, ou seja, o processo que constrói relacionamento e dilui os custos de prospecção ao longo do tempo, como nenhum outro formato de vendas consegue.

Se você quiser entender melhor este processo e conhecer um caso real de sucesso de implantação do marketing digital na indústria, veja o trabalho que desenvolvemos para a Rijeza, premiado pela Resultados digitais, clicando aqui.

Texto originalmente publicado em: Brand by Difference.

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Pequenas empresas têm grandes ambições de tecnologia de marketing

Pequenas empresas têm grandes ambições de tecnologia de marketing

Pequenas empresas têm grandes ambições de tecnologia de marketing

Muitas vezes mais conscientes dos seus custos do que as grandes empresas, as pequenas e médias são particularmente cuidadosas com os investimentos em tecnologia. Apesar de pequenas, estas empresas levam MUITO a sério a tecnologia de marketing.

De acordo com pesquisas da plataforma de revisão de tecnologia crowdsourced G2 Crowd, as PMEs muitas vezes vão muito além do que precisam quando se trata de investimentos tecnológicos. Normalmente, são as empresas interessadas em crescer e competir em uma escala global, que capricham nos investimentos em ferramentas com mais sofisticação. Mais da metade terceirizavam muitos processos de negócios para que possam usar novas tecnologias sem ter que investir em uma organização de TI maior. O que chama a atenção é que apenas um quinto dos negócios pesquisados utiliza soluções de automação de marketing.

A sua empresa precisa de um software de automação?

Das ferramentas preferidas, a maioria usa e-mail marketing, mas 21% disse que está buscando substituir seu provedor de e-mail no mercado este ano, o que sugere algum descontentamento com essa tecnologia.

Há também um investimento significativo em soluções para canais individuais, especialmente o Facebook. Mais de 80% dos respondentes usaram essa mídia social regularmente para comercializar e publicitar. Ao mesmo tempo, estão subutilizando o Google AdWords: apenas 19% o utilizaram regularmente.

Embora seja uma pesquisa realizada nos EUA, os dados se parecem bastante com o que encontramos em empresas por aqui. Mais importante do que a tecnologia, é garantir que os seus objetivos de negócio estejam alinhados ao seus objetivos de marketing.

Que tal conferir o seu Índice de Maturidade Digital?

Quero conferir 😀

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O Inbound Marketing não deu certo na sua empresa?

O Inbound Marketing não deu certo na sua empresa?

O Inbound Marketing não deu certo na sua empresa?

Investir em uma estratégia de inbound marketing exige um valor significativo de investimento para o seu negócio, certo? E, aqui, não falamos apenas de dinheiro. Todo o tempo de planejamento das estratégias, horas de integrações, produção de conteúdos, pesquisa… ufa! É coisa pra caramba.

Pode ser que você até esteja considerando a possibilidade de que a metodologia seja uma furada!

Mas antes de desistir,  queremos compartilhar com você algumas dicas para ajudar a recuperar o seu fôlego e os rumos da sua estratégia. Por isso, respondemos 3 perguntas que muitos empresários, empreendedores e gestores de marketing têm nos feito nos últimos tempos.

1. Como eu vou saber se o Inbound é a metodologia certa para a minha empresa?

 

Para responder essa pergunta, primeiro você deve se questionar sobre o momento de negócio que a sua empresa está enfrentando: para onde vocês estão indo e quais são seus planos para chegar lá. Se você não tem respostas para estas perguntas, o Inbound definitivamente não é a melhor estratégia de marketing para o seu negócio neste momento. Isso porque o Inbound é uma metodologia que liga marketing, comunicação e vendas. E não há como ser efetivo em marketing quando você não tem seus objetivos de negócio bem definidos.

O segundo ponto é: a sua empresa está preparada para a mentalidade digital? Para que o Inbound funcione é preciso que a empresa como um todo, em especial os líderes, estejam abertos para novas possibilidades. O Inbound irá impactar diferentes setores de uma empresa – ele inicia na gestão, passa pelas áreas técnicas e impacta diretamente o setor comercial. É preciso estar aberto a uma nova cultura.

Entenda melhor como a mentalidade digital pode impactar os seus negócios

Por fim, o budget. E aqui não há milagre! Para que todo o potencial da metodologia se reverta em leads qualificados é preciso que as quatros mídias que sustentam a estratégia estejam funcionando de maneira sincronizada, e isso requer investimento. Esteja preparado para investir, o resultado virá na proporção da sua disposição.

2. Porque o Inbound não deu certo na minha empresa?

O que é dar certo para você? Vamos começar com um alinhamento de expectativas:

  • Tempo: O Inbound é uma estratégia de médio e longo prazo, não espere obter leads qualificados em um período inferior a 60 dias. Existe um tempo de maturação dos procedimentos para que o barco comece a navegar com mais velocidade e precisão.
  • Terceirização da responsabilidade: a produção de conteúdo para o inbound é o coração da estratégia. Ninguém vai falar com mais consistência sobre o seu produto ou serviço do que você mesmo. Por isso, por mais que você terceirize a produção, certifique-se de orientar, educar e revisar os conteúdos. Defenda seu propósito e seja participativo.
  • O parceiro certo: e, aqui, talvez seja o ponto mais delicado. Para escolher o parceiro que vai ajudar você nesta jornada é interessante primeiro, você conhecer as bases da metodologia e os pontos frágeis da implantação. Ao negociar com o seu parceiro, veja se ele tem o conhecimento técnico esperado (busque por referências) e, acima de tudo, se compartilha dos mesmos valores que a sua empresa.

Tenha sempre as suas expectativas alinhadas em relação a estratégia e aos parceiros e fornecedores que acompanharão você.

3. Eu fiz tudo certo e ainda assim deu errado!

 

Bem, se você leu as perguntas anteriores, fez tudo certinho e mesmo assim deu errado, é hora de voltar às bases. A melhor estratégia é aquela que começa com o arroz e feijão bem feitinho. Antes de criar campanhas de mídia e materiais incríveis, volte para a análise de personas, faça uma auditoria de infraestrutura no seu site, audite seu conteúdo, reveja o SEO, faça testes A/B. E lembre-se que o problema nem sempre está na metodologia, pode ser que o produto/serviço não esteja adequado para a persona ou vice-versa.

O Inbound Marketing é uma metodologia que sim, gera resultados e impacto positivo nas vendas das empresas, mas não é para todo mundo. Mais do que seguir uma tendência, seja verdadeiro com o momento do seu negócio e dê um passo de cada vez.

Quer descobrir se a sua empresa está pronta para adotar estratégias de Inbound Marketing?

Sim, quero.

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